Distrito FederalEliane Abreu: "Eu não ponho meu CPF em qualquer lugar", diz em entrevista ao projetar metas para o Iges-DF

Eliane Abreu: “Eu não ponho meu CPF em qualquer lugar”, diz em entrevista ao projetar metas para o Iges-DF

Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, diretora-presidente detalhou metas contratuais, transparência e ações para otimizar o giro de leitos no DF

Em entrevista concedida ao programa Vozes da Comunidade, a diretora-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), Eliane Souza Abreu, detalhou as diretrizes de sua gestão. Questionada sobre os indicadores de desempenho e os principais gargalos enfrentados pela instituição na administração das unidades hospitalares, a gestora enfatizou seu compromisso pessoal e profissional com a transparência, a eficiência operacional e a prestação de contas à sociedade.

Compromisso e metas contratuais

Ao falar sobre como a população poderá medir os resultados de sua administração, Eliane reforçou que o Iges-DF opera sob metas rigorosamente desenhadas dentro de seu contrato de gestão com a Secretaria de Saúde (SES-DF).  “A gente nasce da necessidade de apoiar a SES. A gente tem a governança pelas metas dentro das metas estipuladas no nosso contrato de gestão. Então, a gente já tem isso desenhado”, explicou a presidente.

A gestora ressaltou que todos os dados de produtividade e cumprimento de metas são apresentados de forma transparente ao controle social e à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A próxima prestação de contas oficial, inclusive, já está agendada para o mês de setembro. Além disso, ela lembrou que qualquer cidadão pode acompanhar os indicadores históricos e atuais do instituto por meio do Observatório do Iges-DF, disponível no site oficial da instituição.

 O grande gargalo: Otimização do leito hospitalar

Ao abordar os desafios estruturais, Eliane Abreu foi categórica ao apontar o crescimento constante das demandas assistenciais como o principal gargalo da saúde pública do Distrito Federal, destacando que a chave para vencer essa barreira está na gestão eficiente do leito, o recurso mais precioso de um hospital. Para isso, a presidente defende garantir que a rotatividade de pacientes ocorra de forma ágil e segura, maximizar a capacidade instalada das unidades geridas pelo instituto e fortalecer uma comunicação fluida com a Secretaria de Saúde para alinhar perfeitamente o fluxo de atendimento.

O papel das UPAs e o trabalho em equipe

Segundo Eliane, o gerenciamento adequado das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) é fundamental para que elas cumpram o seu papel regulamentar de estabilização, evitando o internamento prolongado de pacientes nessas estruturas.

A presidente concluiu reforçando a importância do engajamento de toda a sua equipe para alcançar uma saúde pública eficiente. “Eu assumi o desafio e assumo com muita responsabilidade e compromisso. Eu, enquanto presidência, não consigo sozinha sem resgatar o meu time para a compreensão de um modelo novo, para a entrega desse propósito. Eu preciso entregar saúde pública eficiente”, finalizou Eliane, destacando que tem feito visitas constantes às UPAs e hospitais para acompanhar o dia a dia das operações.

Últimas