A intervenção está prevista para durar até o dia 31 de janeiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste domingo (8), a decretação de intervenção federal no Distrito Federal, em resposta, aos atos antidemocráticos que invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes em Brasília nesta tarde.
A ordem vale até 31 de janeiro. De acordo com o decreto, o objetivo é “pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública”. O decreto nomeia Ricardo Garcia Cappelli para o cargo de interventor. “O interventor fica subordinado ao Presidente da República e não está sujeito às normas distritais que conflitarem com as medidas necessárias à execução da intervenção”, diz o decreto.
Lula, que está em Araraquara, no interior de São Paulo, para onde foi neste final de semana para acompanhar danos causados pelas chuvas na região, falou a jornalistas nesta tarde depois que manifestantes bolsonaristas avançaram pela Esplanada dos Ministérios e invadiram o Congresso Nacional, em protestos antidemocráticos que contestam o resultado das eleições de outubro.
‘Punição exemplar’
Lula deu uma coletiva para falar do decreto em Araraquara, no interior de São Paulo, para onde viajou no início da manhã para ver efeitos das intensas chuvas na cidade.
- Quatrocentas e sessenta e sete urnas foram substituídas nas duas primeiras horas de votação
- Condutas consideradas crime eleitoral no dia da votação: o que você precisa saber
- Nunes Marques solicita vigilância e senso crítico em relação às notícias no 2º turno
- Em Brasília, manifestações em apoio a Lula e Flávio ocorrem a 2 km de distância uma da outra
- Votação permite que eleitores utilizem itens que reflitam sua preferência política
O presidente também disse que os terroristas envolvidos no ataque à democracia neste domingo devem ter “punição exemplar”. “Se houve omissão de alguém do governo federal que facilitou isso, também será punido”, continuou o presidente.

