Distrito FederalTeatro Newton Rossi recebe 500 idosos em celebração do Sesc-DF

Teatro Newton Rossi recebe 500 idosos em celebração do Sesc-DF

Teatro, dança e relatos sobre envelhecimento marcaram o encerramento das comemorações em Ceilândia.

Na terça-feira (27), o Teatro Newton Rossi, no Sesc Ceilândia, foi palco de uma celebração repleta de música e reencontros, marcando o encerramento das festividades em homenagem ao Dia Internacional da Pessoa Idosa. Aproximadamente 500 participantes do programa Sesc +Vividos, oriundos de diversas unidades do Sesc-DF, reuniram-se para desfrutar de uma programação voltada à cultura, lazer e convivência.

Os presentes assistiram à apresentação da peça Outra História de Amor, estrelada pelos atores Ruth Guimarães e Humberto Pedrancini. Após o espetáculo, a celebração prosseguiu com danças, lanches e um momento especial na cabine de fotos interativa, onde os idosos puderam registrar a ocasião.

Um mês de atividades em todo o DF

O evento em Ceilândia destacou-se como o clímax de um mês dedicado à valorização da população idosa, com ações realizadas em várias unidades do Sesc-DF. Amanda Mesquita, gerente de Assistência Social, ressaltou a diversidade da programação.

“Realizamos eventos alusivos à data em todas as unidades do Sesc, incluindo palestras, apresentações de coral, danças e aulas abertas”, declarou.

O diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo, afirmou que essas iniciativas estão alinhadas com a missão da instituição.

“Nossa missão é assegurar dignidade, bem-estar e qualidade de vida para os idosos do Distrito Federal. Comprometemo-nos a fazer do Sesc um espaço permanente de acolhimento, convivência e envelhecimento ativo, um compromisso do qual nos orgulhamos”, enfatizou.

Autonomia e paixão pela vida

Para os participantes, o Sesc representa vitalidade e a superação de estereótipos. Ivan Antônio Alves, um artesão de 74 anos que participa do projeto há 15 anos, é um exemplo de envelhecimento ativo e significativo.

“Sinto-me feliz por ter atingido essa idade, pois sou a pessoa mais velha da minha família. Hoje, vivo sozinho e bem. Consegui me adaptar: antes, não sabia nem cozinhar, e agora preparo pratos de diversas culinárias. Antigamente, acreditava-se que a pessoa idosa não tinha autonomia, apenas ficava em casa assistindo à TV ou jogando dominó. Mas nunca fui assim, sou ativo o dia todo”, compartilhou Seu Ivan.

Como um artesão habilidoso, ele transforma materiais recicláveis em obras de arte e divulga seu trabalho no Instagram. O Sesc, para ele, se tornou uma extensão de sua casa.

“Descobri o programa através da minha esposa, quando ela ainda estava viva. Assim que as férias começam, sinto saudade já no primeiro dia. Morro de saudade desse lugar. O Sesc é parte da minha vida e do meu cotidiano”, finalizou.

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