Com o encerramento das festas de fim de ano, o comércio do Distrito Federal se prepara para um período tradicionalmente movimentado, marcado pela troca de presentes e pelas liquidações de início de ano. Levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio-DF indica que a maior parte dos lojistas pretende aproveitar esse momento para ajustar estoques e atrair consumidores logo nas primeiras semanas de 2026.
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De acordo com a pesquisa, 51,5% dos empresários afirmam que pretendem realizar queima de estoque após o Natal, enquanto 48,5% não planejam adotar essa estratégia. Entre os que apostam em promoções, a concentração ocorre em janeiro: 49,1% devem iniciar as liquidações já na primeira quinzena do mês e outros 41,1% na segunda quinzena. Apenas uma parcela menor projeta descontos a partir de fevereiro, sendo 6,2% na primeira quinzena e 3,6% na segunda.
O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, avalia que o período pós-Natal ajuda a manter o fluxo de clientes na baixa temporada. “Janeiro é um mês estratégico para o varejo. Além das trocas, muitos consumidores aguardam esse momento para aproveitar preços mais atrativos. As promoções ajudam o lojista a reorganizar o estoque e estimulam o retorno do cliente ao comércio”, afirma.

Descontos
Em relação aos descontos, a pesquisa mostra que a maioria dos lojistas pretende adotar reduções moderadas. Do total, 43,9% indicam descontos de até 40%, enquanto 37,1% devem trabalhar com abatimentos de até 20%. Já 13,3% planejam descontos de até 60% e 5,7% admitem reduzir os preços em mais de 60%, dependendo do produto e da necessidade de renovação do estoque.
Aparecido reforça que, para o consumidor, é importante atenção às regras de troca e às condições das promoções. “Cada estabelecimento define suas políticas. Informar-se sobre prazos, exigência de nota fiscal e condições do produto evita transtornos e torna a experiência de compra mais segura”, orienta.
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A pesquisa do Instituto Fecomércio-DF contou com amostra de lojistas, composta por proprietários e gerentes, totalizando 252 empresas de distintos segmentos do comércio de bens.

