Os motoristas brasileiros devem perceber uma leve redução no preço do combustível nas próximas semanas. A partir de 1º de agosto de 2026, a gasolina comercializada nos postos do país passará a contar com 32% de etanol anidro em sua composição, em substituição ao patamar atual de 27%. A mudança na mistura obrigatória deve baratear o preço final do litro da gasolina comum em cerca de R$ 0,03, segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia.
O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Silveira durante pronunciamento oficial nesta terça-feira, 14 de julho. De acordo com o chefe da pasta, a medida faz parte do esforço do governo para conter oscilações bruscas no preço dos combustíveis fósseis e incentivar a cadeia de biocombustíveis nacionais, que possui menor pegada de carbono.
- Royalties do petróleo somam R$ 6,68 bilhões em repasses da produção de junho
- Dólar hoje: moeda fecha o último pregão aos R$ 5,19, após alta com discurso do Fed em Jackson Hole
- BRB recupera garantias de R$ 370 milhões após decisão de Mendonça no STF
- Ibovespa fecha o último pregão aos 175.665 pontos, após queda com expectativa de alta nos juros dos EUA
- [VÍDEO] Sandro Avelar propõe reserva de vagas para especialistas e celebra DF 360: “A segurança do DF vai ser um exemplo ainda melhor”
O ministro destacou que o aumento da presença de etanol na mistura é viabilizado pelo bom desempenho da safra de cana-de-açúcar, garantindo o abastecimento sem pressionar o preço do álcool no mercado interno. “Essa transição foi amplamente debatida com o setor produtivo e com a indústria automobilística para assegurar que não haja qualquer prejuízo ao desempenho dos motores dos veículos”, afirmou Silveira, ressaltando o caráter sustentável da iniciativa.
A decisão de elevar o percentual de mistura obrigatória é vista pelo setor produtor de cana e de biocombustíveis como um aceno positivo para a transição energética do país. Contudo, analistas de mercado ponderam que o reflexo real nas bombas dependerá do repasse das distribuidoras e da política de preços adotada individualmente pelos postos de combustíveis de cada região, que operam em regime de livre concorrência.

