O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou nesta semana as aulas para 800 novos alunos da Fábrica Social e, de forma inédita, estendeu o funcionamento das unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente para o período noturno e aos sábados. A medida foi adotada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) para que os 742 estudantes dos cursos de corte e costura industrial e beleza possam utilizar as máquinas, os equipamentos e a estrutura pública para produzir, atender clientes e obter renda própria fora do horário regular das aulas.
Com a nova dinâmica, o uso das estruturas das duas unidades passa a cobrir o período de segunda a sexta-feira, das 18h às 21h, e aos sábados, das 8h às 11h. A proposta transforma os locais em espaços de apoio direto ao empreendedorismo. Na prática, os participantes ganham autonomia para converter o aprendizado técnico em serviços ou produção própria ainda durante o período de qualificação, contando inclusive com a orientação dos instrutores.
A governadora Celina Leão afirmou que a abertura da Fábrica Social em horários alternativos amplia o aproveitamento do patrimônio público e fortalece os laços sociais: “A Fábrica Social aberta aos sábados para a comunidade é muito bom. Movimenta, dá uma sensação de comunidade, de integração, e pode funcionar como esse comércio coletivo, cooperativo”, destacou a governadora.
Estrutura de benefícios e retorno para a sociedade
O programa de capacitação profissional tem duração total de um ano. Para assegurar que os 800 matriculados consigam se dedicar aos estudos, o GDF disponibiliza auxílio-transporte, alimentação no local, uniformes, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e uma bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 304.
O secretário de Trabalho do DF, Thales Mendes, reforçou a importância social da iniciativa: “A Fábrica Social qualifica a mão de obra local de acordo com o que o mercado precisa e, ao mesmo tempo, devolve a dignidade para centenas de famílias que buscam uma oportunidade real de mudar de vida através do trabalho”.
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Além do tradicional segmento de corte e costura industrial e confecção de enxovais, a atual turma contempla trilhas de aprendizado em maquiagem profissional, design de sobrancelhas, panificação, confeitaria e manutenção de máquinas de costura. Como contrapartida, toda a produção têxtil e de enxovais gerada pelos estudantes nas aulas regulares é integralmente doada para hospitais da rede pública, creches e escolas do Distrito Federal.

