A transformação no comportamento do consumidor e o avanço das tecnologias digitais fizeram com que o marketing digital deixasse de ser um diferencial competitivo para se tornar uma necessidade para empresas de todos os portes. A avaliação é da coordenadora do curso de Marketing do UniSenac – Campus Porto Alegre, Claudia Mallmann, que destaca a importância da presença estratégica das marcas no ambiente online.
Segundo Claudia, o consumidor atual está mais conectado, informado e exigente. Antes de realizar uma compra, ele pesquisa preços, compara produtos, lê avaliações e acompanha recomendações em diferentes canais digitais. “A jornada de compra deixou de ser linear. Muitas vezes ela começa em uma busca no Google, passa pelas redes sociais, vídeos, marketplaces e aplicativos de mensagens antes da decisão final. Se a empresa não está presente nesses pontos de contato, ela deixa de participar dessa jornada”, explica.
A especialista alerta que a ausência online representa invisibilidade no médio e longo prazo. “Os principais riscos são perder espaço para concorrentes mais conectados, deixar de ser encontrado por novos clientes e perder relevância em um mercado cada vez mais híbrido, físico e digital ao mesmo tempo”, afirma.
Claudia também ressalta que apenas estar nas redes sociais não garante resultados. Para ela, existe uma diferença importante entre presença digital e estratégia digital. “Ter presença digital é existir. Já ter estratégia significa entender para quem se comunica, quais objetivos deseja alcançar e como medir os resultados. Sem estratégia, o digital vira apenas exposição”, pontua.
Entre os erros mais comuns das empresas ao iniciarem investimentos em marketing digital estão a busca por resultados imediatos, a comunicação excessivamente comercial e a falta de planejamento. “Marketing digital exige consistência, análise constante e visão de médio e longo prazo”, destaca.
- Brasília recebe o Arraiá do Rotary 2026 com programação cultural e ação solidária
- ‘Labirinto dos Garotos Perdidos’: Filme queer de horror e romance ganha pré-estreia em SP
- Pesquisa avança na identificação de novos alvos terapêuticos para tratar câncer de mama agressivo
- Especialista do Senac Saúde analisa como IA e prontuários eletrônicos exigem preparo tecnológico sem anular o cuidado humanizado.
- “Pequenas e médias empresas não vão absorver os custos”, diz presidente da Febrac sobre fim da escala 6×1
Mesmo diante da competitividade do mercado, pequenos negócios possuem seu espaço no ambiente digital. De acordo com Claudia, a proximidade com o cliente, a autenticidade e a agilidade para testar ideias podem se transformar em vantagens competitivas importantes. “Hoje, ferramentas digitais democratizaram o acesso à audiência. Com conteúdo relevante e relacionamento com a comunidade, pequenas empresas podem ocupar espaços antes restritos às grandes marcas”, avalia.
Outro ponto destacado pela coordenadora é o avanço da inteligência artificial e da automação no setor. Segundo ela, as tecnologias passaram a contribuir de forma estratégica, auxiliando empresas a prever comportamentos, personalizar experiências e analisar dados em tempo real. “Mas tecnologia sozinha não gera resultado. O diferencial continua sendo a capacidade humana de interpretar dados e transformar informação em estratégia”, reforça.
A especialista também aponta que consumidores valorizam marcas mais autênticas e humanizadas. “O público percebe rapidamente quando a comunicação é apenas comercial. As pessoas buscam identificação, transparência e conexões reais”, afirma.
Como começar
Para empresas que desejam iniciar sua atuação no digital, Claudia recomenda começar pela compreensão profunda do público-alvo, definição de posicionamento e construção de uma identidade digital consistente. “Antes de vender no digital, é preciso aprender a gerar confiança”, resume.
Plataformas evoluem, algoritmos mudam e o comportamento do consumidor se transforma rapidamente. Hoje, o aprendizado contínuo deixou de ser diferencial para tornar-se questão de sobrevivência.

