Emprego e RendaQuase 40% dos profissionais planejam mudar de área, com mercado imobiliário em alta entre executivos

Quase 40% dos profissionais planejam mudar de área, com mercado imobiliário em alta entre executivos

70% dos corretores de imóveis são profissionais com ensino superior. O setor deixou de ser "plano B" e atrai talentos do mundo corporativo em busca de autonomia e remuneração sem teto. Ao todo no Brasil, quase 40% dos trabalhadores em CLT querem mudar de área ou estão em fase de transição.

Setembro, 2026 – 37,7% dos profissionais brasileiros desejam mudar de área ou já estão em processo de transição de carreira, segundo pesquisa recente do Serasa Experian que reflete o sentimento do mercado de trabalho brasileiro no primeiro semestre de 2026. O crescimento profissional, a qualidade de vida e a autonomia estão entre as principais motivações enquanto a capacitação técnica é o apoio para realizar essa mudança. O fenômeno aparece ainda em levantamento da consultoria global Korn Ferry, que aponta que 58% dos profissionais na faixa dos 40 aos 50 anos pretendem repensar ou mudar de carreira até 2030 pelos mesmos motivos.

A corretagem imobiliária, historicamente interpretada por muitos como uma ocupação de oportunidade, passou por um choque de governança e profissionalização. Especialista do Instituto Brasleiro de Educação Profissional, IBREP, confirma a crescente atração do setor por advogados, engenheiros, bancários, executivos de tecnologia, especialistas financeiros e até celebridades que buscam maiores rendimentos e liberdade de gestão.

Dos cerca de 750 mil profissionais ativos no Brasil, em torno de 70% possuem ensino superior completo, conforme dados do Sistema COFECI-CRECI.

“A bagagem corporativa prévia – como resiliência, networking e visão estratégica – é um excelente acelerador, mas é importante reforçar que é uma nova profissão técnica e ela precisa ser dominada do zero”, pondera Diogo Martins, CEO do IBREP, instituição de referência no setor imobiliário, conta com cursos de atualização e recentemente lançou a primeira Escola Superior Imobiliária do Brasil aprovada pelo MEC.

O maior equívoco na transição, alerta Diogo, é a falsa premissa de que a corretagem se resume à habilidade de vendas. ”O sistema imobiliário contemporâneo está cada vez mais complexo, exige reciclagem constante além de domínio em áreas como direito contratual, marketing, novas tecnologias, matemática financeira, leitura de normativas e plano diretor, avaliação e valorização de ativos. Além disso, a migração para essa carreira exige controle emocional, talento empreendedor e planejamento financeiro: trocar o contracheque fixo pela remuneração variável requer construção de carteira estratégica e gerenciamento rigoroso “, destaca o executivo do IBREP.

“Já para os profissionais dispostos a encarar a curva de aprendizado técnico, a certificação obrigatória (CRECI) e a evolução constante, o mercado imobiliário oferece sim excelentes oportunidades, o que as antigas cadeiras corporativas já não conseguem entregar: ganhos atrelados à performance intelectual e comercial” complementa.

Sobre o IBREP

Fundado em 2006, o Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP) é referência nacional na formação de corretores de imóveis. Presente em mais de 40 polos no país, o instituto já capacitou milhares de profissionais para atuação no mercado imobiliário. Em dezembro de 2025, recebeu a homologação do MEC para manter a primeira Escola Superior Imobiliária do Brasil, com início das graduações e pós-graduações previsto para 2026.

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