O deputado distrital Roosevelt Vilela criticou as recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do fim das escolas cívico-militares. Durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade deste sábado (25), os distrital defendeu que o modelo não é uma questão de ideologia, mas de resultados práticos e segurança pública.
Segundo o parlamentar, as unidades que adotaram a gestão compartilhada no Distrito Federal deram um salto de qualidade no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). “Todas as escolas públicas que implementaram a estratégia cívico-militar no DF saltaram no IDEB e hoje fazem parte das 10 melhores escolas públicas da capital. São dados”, enfatizou o deputado.
Combate à violência
Vilela destacou que a presença de militares (especialmente do Corpo de Bombeiros, que gere 17 das mais de 20 unidades atuais) trouxe de volta a hierarquia e o respeito ao ambiente escolar, em um cenário onde agressões contra professores tornaram-se comuns. Ele afirmou que o modelo combate o analfabetismo funcional e a falta de interpretação de texto, problemas crônicos na educação brasileira.
O deputado também falou sobre a demanda por vagas “Se postar amanhã que tem vaga, você tem mais de mil requerimentos. Os pais clamam por esse modelo”, afirmou, citando um evento em Sobradinho onde centenas de famílias pediam a implementação de uma unidade dos Bombeiros na região.
- Com chapa pura, PSD confirma Ronaldo Caiado para a disputa do Palácio do Planalto
- Goiás registra menor índice de mortes violentas em anos, mas acende alerta para feminicídios
- CNI defende negociação com os EUA e propõe nova missão da política industrial após aumento de tarifas
- Com 5 palcos e grande line-up, Festival de Inverno Sesc começa neste sábado em Brasília
- Doação de imóveis cresce 59% no Brasil com receio de novo imposto sobre herança
O Contraponto de Lula e o Plano Nacional de Educação
A fala de Vilela ocorre em resposta direta ao posicionamento do presidente Lula, que, ao sancionar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) no último dia 14, afirmou que o Brasil não precisa da expansão desse modelo. Para o presidente, quem quiser carreira militar deve segui-la em instituições específicas, enquanto o ensino regular deve seguir estritamente as diretrizes do Ministério da Educação.
Para Roosevelt, o posicionamento do Governo Federal ignora a eficácia do sistema: “O presidente demonstra que não conhece o ensino no nosso país e que está mais interessado em implementar ideologia do que capacitar jovens para o futuro”.
Números e expansão no DF
Apesar das críticas do governo federal, o Governo do Distrito Federal (GDF) segue na direção oposta. Com consultas públicas registrando aprovação superior a 80% entre a comunidade escolar.
| Situação Atual | Meta para 2026 | Gestão Destaque |
| 25 Unidades em funcionamento | 50 Unidades (Dobrar a rede) | Corpo de Bombeiros (17 unidades) |
Assista

