O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, voltou a adotar o tom de tolerância zero contra o crime organizado ao defender o modelo de gestão prisional implementado durante seu mandato. Em declaração recente, o político fez questão de citar sua oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para reforçar que o combate às facções exige autonomia dos governadores.
Ao resgatar o debate sobre o projeto do Governo Federal, Caiado destacou que medidas rigorosas, como o veto a benefícios dentro dos presídios, dependem da postura firme de cada gestor estadual. “De penitenciária de faccionado não tem visita íntima e nem tem audiência sigilosa com o advogado. Isso cabe ao governador decidir, isso cabe àquele que tem coragem de decidir”, afirmou.
Autonomia estadual e endurecimento no sistema prisional
Ao citar o texto da PEC da Segurança, o ex-governador reiterou sua posição contra a tentativa do governo federal de centralizar diretrizes da segurança pública. Para ele, qualquer proposta que limite a atuação dos estados compromete o combate às organizações criminosas. “Eu em Goiás implantei esse sistema e não admiti que o Lula lançasse na PEC da segurança pública o desejo de tirar essas prerrogativas do estado. A prerrogativa é minha; a penitenciária não pode ser universidade dos faccionados”, declarou.
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