O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu uma decisão liminar da Justiça do Distrito Federal que impedia o governo local de utilizar bens públicos para reforçar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Com a medida, o GDF volta a ter autorização para vender ou usar como garantia nove imóveis públicos para socorrer o caixa da instituição financeira.
A Decisão de Fachin e o impacto econômico
A lei que autorizava a operação havia sido suspensa na última quinta-feira pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT). Ao derrubar a liminar, o ministro Edson Fachin argumentou que a interrupção das medidas de socorro patrimonial coloca em risco a estabilidade do sistema financeiro regional.
Segundo Fachin, o BRB desempenha um papel central na economia do Distrito Federal, sendo responsável por:
- Programas Sociais:Operacionalização de pagamentos relevantes.
- Servidor Público: Gestão da folha de pagamento do DF.
- Crédito: Concessão de empréstimos em escala significativa para o setor local.
- Depósitos Judiciais: Gestão de volumes expressivos de recursos.O ministro destacou que a proibição da venda dos imóveis impacta a percepção de risco do banco, podendo gerar uma crise de confiança no mercado e desvalorização de ativos.
Crise no BRB
O socorro financeiro torna-se urgente após o BRB registrar prejuízos bilionários decorrentes de negociações com o Banco Master. A operação, que envolvia a compra de créditos de baixa qualidade (chamados “créditos podres”), chegou a ser vetada pelo Banco Central.
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O cenário é agravado por uma investigação da Polícia Federal que aponta esquemas de corrupção na cúpula do banco:
- Prisão Mantida:A Segunda Turma do STF manteve, por unanimidade, a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
- Esquema de Propina: A PF indica que Costa atuava em favor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em troca de propinas pagas através de imóveis de alto padrão
- Operadores:O advogado Daniel Monteiro também segue preso, suspeito de organizar o fluxo dos pagamentos ilícitos. Apenas o ministro Gilmar Mendes votou pela sua soltura com medidas cautelares.
Conforme o G1, a decisão de Fachin foi proferida de forma liminar e será agora submetida ao referendo do Plenário Virtual do STF. Paralelamente, o TJDFT continuará o julgamento do mérito sobre a validade da lei que permite a alienação dos imóveis públicos.

