A Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) emitiu uma nota oficial de repúdio contra o que classifica como uma “orquestração política” liderada por Gim Argello (Avante) e o ex-governador José Roberto Arruda.
A entidade denuncia o uso de um “laranja” para difamar veículos de comunicação que noticiaram fatos verídicos e decisões judiciais. Além de defender o exercício regular do jornalismo, a ABBP reafirmou a legalidade do recebimento de verbas publicitárias oficiais, garantida por lei regulamentada em 2025 para democratizar a informação no Distrito Federal.
Leia a nota na íntegra
NOTA AO PÚBLICO
A Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP), entidade que representa os portais e veículos digitais de comunicação do Distrito Federal e de todo o Brasil, vem a público manifestar seu repúdio veemente à orquestração política articulada pelo presidente do partido Avante, Gim Argello, e pelo candidato ao Governo do Distrito Federal, o inelegível José Roberto Arruda, que utilizam o “ex-cabo Vitório” como “laranja difamador” para atacar veículos de comunicação do DF.
Os portais de notícias associados à ABBP cumprem rigorosamente sua obrigação constitucional e ética de noticiar os fatos com isenção e veracidade. Entre esses fatos está a decisão judicial que condenou o ex-cabo Vitório ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais ao capitão Márcio Batista Gomes, além de outras medidas, incluindo retratação pública. Noticiar decisões judiciais transitadas em julgado ou com força executória não é difamação: é exercício regular do jornalismo.
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Todas as empresas de comunicação, sejam elas de grande ou pequeno porte no que se refere à captação de verba publicitária, têm seus contratos e recebimentos devidamente publicados no Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal, garantindo total visibilidade e accountability à sociedade.
No caso específico do Distrito Federal, a administração pública está obrigada por lei a destinar espaços publicitários aos pequenos portais de notícias e blogs.
A norma, fruto de uma luta diária da ABBP desde sua fundação em 2014, foi regulamentada em dezembro de 2025. A ABBP esclarece que, independentemente da cor partidária do governo de plantão no Palácio do Buriti, essa lei será rigorosamente cumprida. A democratização do acesso à publicidade oficial que antes era das grandes empresas de comunicação do País não é favor, mas direito legal que assegura pluralidade informativa e fortalece as pequenas empresas constituídas do jornalismo local.
Quanto às calúnias e injúrias propagadas pelo ex-cabo Vitório, que carregam claramente as digitais de Arruda e Gim Argello, a ABBP informa que já está adotando todas as medidas cabíveis no âmbito judicial, inclusive com pedidos de responsabilização civil e criminal. A liberdade de imprensa e o direito à informação verdadeira não serão silenciados por manobras políticas ou uso de interpostas pessoas.
A ABBP reafirma seu compromisso com o jornalismo responsável e com a defesa intransigente dos veículos de comunicação que atuam com seriedade no Distrito Federal.
Brasília, 20 de abril de 2026.
Associação Brasileira de Portais de Notícias – ABBP

