Nos bastidores da política brasiliense, o que se desenha é uma ofensiva coordenada para desidratar o Governo do Distrito Federal (GDF) através do seu principal braço financeiro. Deputados distritais, federais e senadores da oposição, liderados por quadros do PT e partidos aliados, passaram a defender publicamente a federalização e até a liquidação do BRB (Banco de Brasília).
A estratégia, classificada por fontes do setor como um “jogo sujo”, visa atingir diretamente o governador Ibaneis Rocha (MDB), transformando uma crise financeira em uma arma de aniquilação política que coloca em risco a autonomia do Distrito Federal.
A ofensiva jurídica e o papel do CNJ
A narrativa da oposição ganhou fôlego após o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, determinar que tribunais de Justiça que operam folhas de pagamento e depósitos judiciais no BRB prestem esclarecimentos urgentes ao
Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Embora a fiscalização do sistema financeiro caiba ao Banco Central, a medida gerou questionamentos sobre uma eventual extrapolação de competência, servindo de “combustível” para que parlamentares de esquerda preguem a intervenção federal na instituição.
O risco à liquidez e o impacto nos Estados
Atualmente, o BRB garante sua estabilidade através de depósitos judiciais e folhas de pagamento de estados como Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e do próprio DF. A oposição trabalha nos bastidores para que esses recursos sejam retirados, o que aprofundaria a crise de liquidez de forma artificial.
Aliados do Palácio do Buriti alertam: a federalização não é uma solução técnica, mas uma estratégia política para retirar do DF sua autonomia financeira e entregar o controle do banco à União.
A verdade sobre o rombo: Herança do Banco Master
Ao contrário do que prega a narrativa da oposição, a atual gestão sustenta que o rombo financeiro não foi criado pela administração atual, mas sim herdado das operações do Banco Master.
Para sanar as contas, o BRB já apresentou ao Banco Central um plano de recuperação robusto que inclui:
* Venda de ativos estratégicos;
* Captação de novos recursos;
* Proposta de pagamento ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Instrumento político contra o DF
O que está em jogo não é apenas a saúde de um banco, mas o uso da instituição como instrumento político. Para o GDF, a tentativa de liquidação ou federalização é um ataque direto ao patrimônio do brasiliense. Perder o BRB significaria perder a capacidade do Distrito Federal de financiar o próprio desenvolvimento e gerir seus recursos com independência.

