Após meses de articulação liderada pelo deputado Eduardo Pedrosa (União), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na madrugada desta terça-feira (31), o projeto de reestruturação salarial dos servidores do Detran-DF. A votação, que garantiu a isonomia da categoria em relação a outras forças de segurança, ocorreu no limite do prazo eleitoral e segue agora para sanção da governadora Celina Leão.
A votação aconteceu em clima de tensão. A sessão chegou a ser suspensa por quase cinco horas enquanto se aguardava o envio formal da proposta pelo Governo do Distrito Federal. Nas galerias, os servidores esperaram. Quando o projeto chegou e a sessão foi retomada, pouco antes das 23h, o plenário estava cheio e o quórum, garantido.
O argumento central de Pedrosa ao longo das negociações foi o da isonomia. Outras carreiras da área de segurança pública do DF já haviam passado por reestruturações salariais nos últimos anos, enquanto os servidores do Detran seguiam com tabelas defasadas desde 2013.
“Não fazia sentido que categorias que atuam lado a lado no dia a dia da segurança viária tivessem sido contempladas e os servidores do Detran ficassem de fora. Era uma distorção que precisava ser corrigida”, afirmou o deputado.
“Esses servidores não podiam continuar sendo tratados como se o trabalho deles não tivesse peso. Assumi esse compromisso e trabalhei para honrá-lo”, completou Pedrosa, que nos últimos meses pressionou o Executivo e negociou os termos da proposta com os sindicatos da categoria.
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O prazo para votar era curto. O calendário eleitoral veda esse tipo de matéria a partir de 7 de abril, 180 dias antes das eleições. A aprovação na véspera desse limite não foi coincidência: foi resultado de uma articulação que envolveu o deputado, os servidores e o governo.
Com o aval da Casa, o PL nº 2255/2026 segue para sanção da governadora Celina Leão. O texto reajusta as tabelas de vencimento das carreiras de Atividades de Trânsito e de Policiamento e Fiscalização de Trânsito, com novos salários previstos em duas parcelas ao longo de 2026.
Os servidores serão reposicionados nas novas tabelas conforme o tempo de exercício, no critério de um padrão a cada 12 meses, sem avaliação de mérito. Aposentados e pensionistas com paridade também serão beneficiados. Para Pedrosa, a aprovação encerra um ciclo longo de cobrança e negociação. “Mais de doze anos sem uma reestruturação como essa. Era justo. Era necessário”, concluiu o deputado.

