Jorge Messias não será ministro do STF. Por uma diferença de oito votos, o Senado barrou a indicação do atual Advogado-Geral da União para a vaga de ministro nesta quarta-feira (29). A rejeição inédita na história recente do Brasil trava a renovação do Supremo e obriga o governo a reiniciar do zero a articulação política para a cadeira na Corte.
Em uma sessão marcada por tensão e reviravoltas, o Plenário do Senado Federal rejeitou o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis (com uma abstenção) não apenas enterrou a candidatura do atual AGU, mas impôs ao governo um revés que não ocorria há 132 anos. A última rejeição de um indicado presidencial pela Casa havia sido em 1894, no governo de Floriano Peixoto. “A vida é assim”, desabafa Messias após o resultado.
Conforme o G1, logo após o anúncio do resultado, Jorge Messias falou pela primeira vez com a imprensa. Visivelmente abatido, mas mantendo a serenidade, o advogado-geral da União afirmou estar de “alma leve” apesar da derrota. “Sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um propósito e eu cumpri o meu. Me submeti a uma sabatina de coração aberto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Temos que aceitar. O Plenário do Senado é soberano”, declarou Messias.
A fala ocorreu minutos depois de ele ser cumprimentado por parlamentares governistas no corredor do Senado. Mais cedo, Messias havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 votos a 11, o que gerou uma falsa sensação de segurança na base aliada antes da votação em Plenário.
Articulação e Bastidores: O papel de Davi Alcolumbre
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Nos bastidores, informações indicam que o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, teria atuado diretamente para garantir o resultado negativo, expondo a fragilidade do Planalto na Casa e a dificuldade de diálogo com os blocos independentes.
Com informações da Agência Senado

