A última sexta-feira (20) marcou um divisor de águas para milhares de brasileiros que dependem da semaglutida princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy. Com a queda da patente no Brasil, encerrou-se a exclusividade da fabricante original, abrindo espaço para que versões nacionais e mais acessíveis cheguem ao mercado.
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Conforme o G1 e confirmado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a queda do preço não será instantânea. O consumidor que procurou as farmácias no litoral paulista e em todo o país ainda encontrou apenas as versões importadas.
Por que a demora? O papel da Anvisa
A expectativa era de uma entrada imediata de genéricos, mas a produção da semaglutida exige alta tecnologia. Atualmente, existem 17 pedidos de registro nacional aguardando análise na Anvisa.
Em nota oficial, o órgão regulador destacou a complexidade do processo. “A patente da semaglutida chegou ao fim, mas isso não significa que novos medicamentos estarão disponíveis imediatamente. Cada medicamento precisa passar por uma avaliação criteriosa de segurança, eficácia e qualidade (incluindo biossimilares e sintéticos) antes de chegar ao paciente.”
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O que esperar para os próximos meses?
A previsão é de que o primeiro sinal verde para uma “caneta nacional” ocorra até junho de 2026. Com a entrada da indústria brasileira, espera-se uma democratização real do tratamento contra a obesidade e o diabetes tipo 2, que hoje pode custar mais de R$ 1.000,00 por mês.
Alerta ao consumidor
Enquanto as aprovações não saem, especialistas recomendam cautela com fórmulas manipuladas ou promessas de “semaglutida alternativa” sem registro. A segurança e a eficácia só são garantidas em produtos que passaram pelo crivo da agência.
Com informações do G1 e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

