O Setor de Diversões Sul (Conic), uma das áreas comerciais e culturais de maior circulação de pessoas no centro de Brasília, recebeu um reforço de peso em sua estrutura de segurança pública. Em parceria formalizada entre a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), a prefeitura do Conic e comerciantes locais, a plataforma DF 360 Segurança Integral passará a integrar, de forma gradual, cerca de 500 câmeras de estabelecimentos privados ao sistema inteligente do governo.
A iniciativa consolida um modelo de segurança colaborativa na capital, conectando a sociedade civil e as forças policiais para otimizar a prevenção de crimes e garantir respostas rápidas a ocorrências. Além do cinturão eletrônico de monitoramento em alta definição, a expansão no Conic prevê o uso de recursos avançados de inteligência artificial, ferramentas de reconhecimento facial para identificação de suspeitos e a instalação de botões de alerta para os lojistas.
Para o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, o avanço tecnológico na região central impulsiona não apenas a proteção do cidadão, mas também o desenvolvimento econômico local. “Com essa expansão, fortalecemos a prevenção, aumentamos a sensação de segurança e contribuímos para a revitalização da área central da cidade, estimulando a circulação de pessoas, o comércio e o turismo”, avaliou o secretário.
Monitoramento inteligente e expansão sem custos
Lançado pela SSP-DF em fevereiro deste ano, o programa DF 360 funciona como uma central unificada que processa dados de câmeras, radares e sensores distribuídos por todo o Distrito Federal. Atualmente, o sistema conta com cerca de 5 mil equipamentos integrados e realiza a leitura diária de aproximadamente 6 milhões de placas de veículos, cruzando informações em tempo real com bancos de dados de restrição por roubo ou furto.
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Com a adesão voluntária e gradual dos comerciantes do Conic, a rede do GDF deve saltar para mais de 5,5 mil dispositivos conectados. Um detalhe importante do decreto que regulamenta o DF 360 é que a participação de entes privados — como centros comerciais, condomínios, escolas e hospitais — é totalmente gratuita, permitindo o reaproveitamento das estruturas de videomonitoramento que os estabelecimentos já possuem, sem gerar gastos adicionais para o poder público ou para os lojistas.
A prefeita do Conic, Flávia Portela, destacou que o trabalho conjunto entre os empresários e o Estado tem gerado melhorias perceptíveis no cotidiano do setor. O Edifício Boulevard Center, por exemplo, já opera cerca de 150 câmeras conectadas à plataforma, servindo de modelo para o restante do complexo. “A segurança pública se torna mais eficiente quando existe integração entre sociedade civil, poder público e forças de segurança. Esse trabalho conjunto tem gerado resultados concretos para comerciantes, trabalhadores e frequentadores do Conic”, afirmou Flávia.
Com o novo alinhamento, as forças de segurança ganham olhos em tempo real nos corredores e acessos do Conic, permitindo o policiamento preditivo e o apoio direto ao cumprimento de mandados de prisão em aberto na região central de Brasília.

