Ex-ajudante de Bolsonaro diz que ele mandou fazer cartões de vacina falsos

Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria ordenado a confecção de cartões de vacina contra a COVID-19 falsos para ele e sua filha Laura, de 13 anos. A acusação foi feita pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, em depoimento de delação premiada à Polícia Federal. A informação foi publicada pelo site de notícias UOL.

Segundo Cid, ele participou do esquema de fraudes nos certificados de vacinação no sistema do Ministério da Saúde, a mando de Bolsonaro. Ele disse que entregou os documentos falsos em mãos ao ex-presidente, para que usasse “caso achasse conveniente”.

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A defesa de Bolsonaro negou a acusação. O advogado e ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten disse ao UOL que nem Bolsonaro nem a filha precisariam comprovar a imunização para entrar nos Estados Unidos, pois “o mundo inteiro conhece a posição dele sobre as vacinas, e o visto dele, como presidente da República, não necessitava de comprovante de vacina”. Wajngarten também criticou a divulgação da delação em seu perfil do X, antigo Twitter.

A delação de Cid contradiz o depoimento do ex-presidente, que, em maio, declarou à PF que não conhecia nem orientou fraudes em cartão de vacinação para seu uso ou de familiares. Na época, ele declarou que não se imunizou.

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