O primeiro ciclo da Caravana Sem Fronteiras – Patrimônio, Educação e Saúde encerrou sua etapa inicial com impacto social, pedagógico e cultural nas escolas públicas do Distrito Federal. Voltada para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), formada majoritariamente por trabalhadores do turno da noite, a iniciativa transformou as unidades de ensino em polos de afeto e valorização da identidade brasileira.
Inspirada no aconchego do bordado manual, a Caravana integrou arte popular, salvaguarda do patrimônio imaterial e práticas integrativas de saúde. A programação contou com aulas-espetáculo, oficinas de literatura de cordel, xilogravura, ervas medicinais e saúde tradicional, além de apresentações de teatro de bonecos e forró pé de serra.
Neste primeiro ciclo, o circuito passou por seis unidades de grande relevância comunitária:
– Escola dos Meninos e Meninas do Parque (Plano Piloto), onde ocorreu o lançamento oficial;
– Centro Educacional Urso Branco – CEMNB (Núcleo Bandeirante);
– Centro Educacional São Bartolomeu (São Sebastião);
– Escola 66 da Ceilândia;
– Escola Zilda Arns;
– CED Dona América.
Para Walter Cedro, brincante e fundador do Mamulengo Sem Fronteiras, o projeto reforça o papel transformador da arte nas escolas. “Levar o brinquedo, o riso do mamulengo, a poesia e o acalanto das ervas e benzimentos para dentro da escola é uma forma de dizer aos trabalhadores que a ancestralidade e a saúde deles importam. A cultura tradicional e popular cura porque nos devolve o sentimento de pertencimento”, afirmou.
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Além da troca pedagógica e do fortalecimento da saúde mental dos alunos da EJA, o projeto fomentou a economia criativa e solidária do DF, com geração de dezenas de postos de trabalho diretos e indiretos para artistas, mestres da tradição, produtores e técnicos locais.
Fruto da articulação entre o mandato da deputada federal Erika Kokay, a Fiocruz e o Mamulengo Sem Fronteiras, a Caravana reafirma que investir na cultura popular é cuidar da saúde integral e da emancipação cidadã.

