O filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” será adaptado para os palcos em formato de musical. A montagem acompanha Leonardo, um adolescente com deficiência visual que busca autonomia enquanto vive a descoberta do primeiro amor. No palco, a história terá canções inéditas e uma nova abordagem cênica e dramatúrgica.
A adaptação é dirigida por Daniel Ribeiro, diretor do filme original. A direção é dividida com Rafael Gomes. O roteiro é assinado por Daniel Ribeiro e pelo dramaturgo Davi Novaes. As músicas e letras originais são do compositor Guilherme Gila.
“Sempre senti que o público queria saber mais sobre Leo, Gabriel e Giovana. Foi daí que surgiram os quadrinhos e, agora, o musical: uma forma de levar esses personagens para outras linguagens e para novas plateias”, conta Daniel.
Os personagens surgiram no curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho” (2010), que passou por cerca de 100 festivais internacionais e recebeu 78 prêmios. Em 2014, a história virou longa-metragem, levou 204 mil espectadores aos cinemas brasileiros e conquistou fãs no Brasil e no exterior.
Em 2026, a história chegou aos quadrinhos. A HQ, ilustrada por Bruno Freire e lançada pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras, apresentou os personagens a leitores jovens que não viram o filme no cinema.
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Além de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, Daniel Ribeiro dirigiu “13 Sentimentos” (2024) e “Eu Vou Ter Saudades de Você” (2026). No teatro, Rafael Gomes assina a adaptação de “Hamlet” nas ruínas do Cine Copan (2026), a peça “Um Bonde Chamado Desejo” (2015) e os musicais “Gota D’Água [a seco]” (2016) e “Nossa História com Chico Buarque” (2024).
Davi Novaes e Guilherme Gila são os autores da adaptação musical de “Dom Casmurro” (2024), que recebeu o prêmio Bibi Ferreira de melhor dramaturgia e o prêmio DID de melhor composição, além de uma indicação ao APCA de melhor espetáculo.
“Esse projeto nasce do afeto que muita gente tem por essa história, mas também do desejo de reinventá-la. O musical permite ampliar emoções, criar novas camadas e conversar com o público de hoje”, diz Rafael Gomes.
“Essa história foi muito importante para mim quando eu me descobria um homem gay, na adolescência. Agora, adulto, poder revisitar esse universo e levá-lo para o teatro é uma aventura muito feliz. O primeiro amor, a amizade e a coragem são temas que atravessam gerações e seguem essenciais para uma sociedade mais diversa e igualitária.”
“Transformar essa história em letra e música é um reencontro com a minha própria adolescência. Assisti ao filme escondido em casa, quando tinha a idade dos protagonistas, e sentia o mesmo medo que eles. Hoje, ser coautor desta obra me faz redescobrir a força da juventude e devolver ao mundo um pouco de amor, afeto e coragem em forma de canção.”
Para divulgar o musical, a produção chamou Ghilherme Lobo, Tess Amorim e Fabio Audi, protagonistas do filme, para gravar uma das canções do espetáculo.
“Como Ghilherme e Tess moram fora do Brasil, a gravação foi toda remota: cada um gravou em casa, com o celular. Chamamos também o Fabio Audi, que toca piano, para completar o trio e matar a saudade de quem queria ver os três juntos de novo”, conta Daniel.
O trio participa apenas do vídeo de divulgação e não fará parte do elenco do musical.

