Distrito FederalGuto Gomes defende criação de parques e combate à grilagem para equilibrar o clima no DF

Guto Gomes defende criação de parques e combate à grilagem para equilibrar o clima no DF

Cinturão ecológico na região norte garante a preservação de 60% das nascentes e recuperação do Cerrado

O avanço de eventos climáticos extremos e a ameaça de novas crises hídricas levaram o Instituto Brasília Ambiental a intensificar a criação de áreas protegidas e a fiscalização contra o parcelamento irregular do solo no Distrito Federal. Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira (7), o presidente do órgão, Guto Gomes, afirmou que o DF conta hoje com 86 Unidades de Conservação consolidadas para equilibrar o microclima local e resguardar os mananciais do Cerrado.

A estratégia do órgão prioriza o amortecimento do calor nas áreas urbanas e a garantia do abastecimento de água. Segundo o gestor, parques ecológicos como o Três Meninas, em Samambaia, o Cortado, em Taguatinga, o Olhos d’Água, no Plano Piloto, e o Parque Ecológico de Águas Claras cumprem papel decisivo na drenagem e no conforto térmico de regiões com alta taxa de impermeabilização do solo.

Durante a entrevista, o presidente do Ibram lembrou da severa seca enfrentada pela população em 2017 e destacou que, para evitar cenários de escassez extrema como aquele, o planejamento ambiental concentrou esforços na região norte do DF. Nesse sentido, o órgão estruturou um cinturão de proteção ao redor da Estação Ecológica de Águas Emendadas, integrando o Parque Distrital Canela de Ema ao Monumento Natural e Refúgio de Vida Silvestre da Serrinha de Sobradinho. A medida garante a preservação de aproximadamente 60% das nascentes locais. Na Serrinha, o governo também executou o plantio de 22 mil mudas nativas do Cerrado.

Gomes ressaltou que a eficácia da política ambiental depende diretamente do combate à grilagem de terras. Para o presidente do órgão, a ocupação desordenada destrói ecossistemas, enquanto a regularização fundiária formal permite aplicar instrumentos de sustentabilidade, estabelecer compensações financeiras para o passivo ambiental e exigir programas de educação ecológica junto aos moradores.

Em setores consolidados, como o Jardim Botânico, o instituto tem avançado na emissão de licenças prévias, de instalação e de operação para garantir a legalidade e a proteção dos recursos naturais. moradores. Em setores consolidados, como o Jardim Botânico, o instituto tem avançado na emissão de licenças prévias, de instalação e de operação para garantir a legalidade e a proteção dos recursos naturais.

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