A governadora Celina Leão apresentou na manhã desta sexta-feira o balanço das contas públicas do Governo do Distrito Federal referente ao primeiro semestre de 2026. Em coletiva concedida no Salão Nobre do Palácio do Buriti, ao lado do secretário de Economia, Valdivino Oliveira, e da procuradora-geral do DF, Diana Ramos, a chefe do Executivo destacou as medidas adotadas para reequilibrar as finanças da capital e anunciou que o DF conseguiu sair do vermelho.
Celina Leão classificou o cenário inicial como desafiador e defendeu o choque de gestão aplicado na capital. “A notícia de hoje é uma notícia muito complicada. Qualquer governo sério precisa ter responsabilidade fiscal. Não existe governo que consiga ser próspero sem responsabilidade fiscal. Quando um investidor internacional escolhe um país para investir, ele escolhe países que tenham responsabilidade fiscal, segurança jurídica, metas para serem atingidas”, declarou a governadora.
Ela também detalhou o tamanho do passivo enfrentado no início da administração. “Nós assumimos um governo com um bom risco de quase cinco bilhões de reais, com atrasos e sem pagamentos. Imediatamente nós fizemos um choque de gestão para que as pessoas pudessem entender que havia uma nova gestão fiscal e orçamentária”, completou a governadora.
Para comandar essa transição, a governadora destacou a escolha do titular da pasta econômica. “Eu convidei o secretário Valdivino, que tem um profundo conhecimento do nosso Fundo Constitucional, para que ele pudesse abraçar essa missão”, pontuou Celina.
De acordo com o secretário de Economia, Valdivino José de Oliveira, o GDF vai trocar uma estimativa inicial de déficit de R$ 6 bilhões por uma projeção de superávit de R$ 3 bilhões até o encerramento do exercício de 2026. No entanto, o bom desempenho da receita e o rigor nos cortes permitiram elevar a meta. “Ontem, reunido com a minha equipe, eu disse que quero R$ 5 bilhões”, afirmou Valdivino Oliveira, destacando a agressividade da estratégia de consolidação fiscal adotada pelo Executivo.
- Guto Gomes defende criação de parques e combate à grilagem para equilibrar o clima no DF
- Seguro rural incentivado pelo governo impulsiona produção agrícola no país
- Violência contra a mulher: saiba como identificar os sinais e onde pedir ajuda no DF
- Uso de cigarro eletrônico por adolescentes está associado a solidão, uso de álcool e influência social
- Expansão portuária reduz território da pesca artesanal; estudo propõe incluir pescadores em decisões sobre novos projetos
Salto na nota de crédito e juros menores
Outro avanço expressivo apresentado pelo governo foi a recuperação da Capacidade de Pagamento (Capag) do Distrito Federal, indicador gerido pelo Tesouro Nacional que avalia a saúde financeira de estados e municípios.
Em janeiro deste ano, a nota do DF amargava o patamar “C”, o que representava alto risco financeiro, restrição para contratação de empréstimos e taxas de juros elevadas. Com o plano de ajuste implementado no primeiro semestre, a nota saltou diretamente para “A”, o nível máximo de excelência fiscal.
A mudança de patamar foi impulsionada pela queda do nível de endividamento da capital. Para que um ente federativo obtenha a nota “A”, a legislação exige que o índice de endividamento permaneça abaixo de 60%. Atualmente, a dívida do Distrito Federal está em cerca de 20% da sua receita corrente líquida, garantindo amplo espaço orçamentário, crédito facilitado e maior atração de investimentos.
Com a casa arrumada e os indicadores no verde, a gestão distrital projeta um segundo semestre focado na aceleração de obras públicas, melhoria dos serviços essenciais e garantia de equilíbrio orçamentário para os próximos anos.

