A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) lançou o Plano de Ação Integrado de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas, um documento estratégico que elimina barreiras burocráticas e define o que cada órgão deve fazer — do registro à localização.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, destacou que a iniciativa resolve um problema histórico de comunicação entre diferentes pastas. “Estamos institucionalizando uma política de Estado. O desaparecimento exige resposta imediata, integrada e técnica. Superamos entraves, alinhamos fluxos e estabelecemos uma engrenagem única entre os órgãos. Hoje, a partir do registro do desaparecimento, temos um sistema sem barreiras institucionais.”
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Fim do “Mito das 24 Horas”
Um dos pontos centrais do novo plano é o reforço da imediaticidade. No DF, não é necessário esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. Assim que o boletim é feito na Polícia Civil, uma rede que inclui PMDF, Bombeiros, Detran e até o sistema de câmeras com reconhecimento facial é acionada em minutos.
Números de destaque no DF:
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98% de localização: Índice alcançado em 2025, o maior do país.
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Rede Integrada (Ridesap): Criada em 2023, envolve Segurança, Saúde, Justiça e Desenvolvimento Social.
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Foco no 1%: O plano busca soluções para os casos mais complexos que ainda não foram resolvidos.
Atenção humanizada
O plano não foca apenas na busca técnica, mas também no acolhimento das famílias. Segundo o subsecretário da Subisp, Jasiel Fernandes, a mudança é sistêmica: “Saímos de atuações fragmentadas para uma governança integrada. Isso coloca a pessoa desaparecida e sua família no centro da política pública”.
A construção do documento levou mais de um ano e contou com o apoio do Ministério Público (MPDFT) e da Defensoria Pública, garantindo que o fluxo de informações entre hospitais, abrigos e delegacias seja contínuo e ágil.

