Mudanças de comportamento, dificuldades de convivência, sofrimento emocional e outros sinais de que um adolescente precisa de ajuda podem gerar dúvidas e insegurança para toda a família. No Distrito Federal, o Adolescentro oferece cuidado especializado a adolescentes de 10 a 17 anos com transtornos mentais ou que façam uso eventual de substâncias psicoativas.
Localizado na 605 Sul, o serviço completou 28 anos de atuação nesta terça-feira (22). A unidade reúne uma equipe multiprofissional com cerca de 60 servidores, entre pediatras, hebiatras (médicos de adolescentes), psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos.
O Adolescentro oferece consultas e atividades com horário marcado. Por se tratar de um centro ambulatorial, o local não realiza internações. O cuidado é planejado de acordo com as necessidades de cada paciente.
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As atividades coletivas são organizadas por faixa etária e abordam temas como comunicação e relações interpessoais; reconhecimento e manejo das emoções; frustrações e conflitos; convivência familiar; socialização e uso moderado de aparelhos eletrônicos.
Além dos grupos e oficinas para expressões dos próprios adolescentes, são promovidos passeios e visitas a parques e museus para exercitar a convivência social e a autonomia urbana dos jovens.
Família também participa
O cuidado não se limita ao adolescente. Os familiares também participam de rodas de conversa, orientações e acolhimento promovidos pela equipe. “Entendemos que o jovem não vive sozinho. Ouvimos todos os envolvidos e tentamos intervir de forma mais sistêmica”, ressalta a terapeuta ocupacional do Adolescentro, Marina Esselin.
Foi esse acolhimento que fez diferença para Ana Paula Santos, mãe de Rebeca, 15 anos, acompanhada pelo serviço há seis anos: “No início, foi bem difícil lidar com a minha filha. Quando viemos para o Adolescentro, tive todo o suporte de profissionais capacitados”.
O acompanhamento também contribui para a socialização e para a construção de vínculos. Heitor, 18 anos, começou a frequentar o serviço no início da adolescência: “Participar das atividades me fez ter mais amigos. E isso me ajudou muito”.
Para a mãe, Patrícia Araújo, 57 anos, o grande diferencial foi o olhar humano da equipe: “Aqui, o meu filho sempre foi tratado como uma pessoa capaz.”
Como ter acesso
O atendimento segue critérios clínicos e de regulação do SUS. O primeiro passo para a família é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, de acordo com o endereço residencial (confira aqui qual é a sua) [https://info.saude.df.gov.br/busca-saude-ubs/].
Na UBS, o adolescente passa por avaliação da equipe de saúde e, quando identificada a necessidade de acompanhamento especializado, é inserido no sistema de regulação para encaminhamento ao Adolescentro.
Ao chegar ao serviço, o jovem passa pela avaliação de um especialista. Conforme as necessidades identificadas, pode ser direcionado para atendimento individual, acompanhamento com equipe multiprofissional ou participação em atividades em grupo.
Adolescentro
Localização: SGAS 605 – Asa Sul
Público: adolescentes de 10 a 17 anos residentes no DF
Equipe: médicos (hebiatras, psiquiatras, pediatras), psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos.
Acesso: encaminhamento via regulação após avaliação prévia na UBS de referência do morador. Atendimento público e gratuito.
*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal

