O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acendeu o sinal de alerta para Goiás e o Distrito Federal. Na próxima quinta-feira (16), a região central do país deve enfrentar um declínio acentuado na umidade relativa do ar, com índices variando entre 20% e 30%. O estado de perigo potencial exige atenção redobrada da população, mesmo em um período que tem se mostrado surpreendentemente diferente dos anos anteriores.
Apesar do aviso meteorológico, o comportamento do clima neste inverno tem chamado a atenção dos especialistas por não seguir o roteiro tradicional de seca extrema que costuma castigar o Planalto Central.
Um inverno atípico no Centro-Oeste
De acordo com o meteorologista do Inmet, Olívio Bahia, o cenário atual foge do padrão observado historicamente na região. “O período seco começa a partir de maio e vai até setembro na região central do Brasil. Esse nosso outono e inverno está atípico, não está tão seco como costuma ser. São poucos os dias em que a gente está visualizando ou registrando umidade abaixo, por exemplo, de 20%. Olhando para a vegetação, dá para ver que não está tão seca quanto deveria estar”, explica o meteorologista.
Esse fôlego extra na umidade, contudo, não significa que as precauções devam ser deixadas de lado. A transição para dias mais secos e sem chuva já começou a se desenhar no mapa meteorológico.
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Cuidados essenciais com a saúde não devem ser deixados de lado
Mesmo com índices ligeiramente mais amigáveis do que os registrados em invernos passados, o patamar de 20% a 30% ainda acarreta riscos à saúde humana, como desidratação, problemas respiratórios e ressecamento da pele e dos olhos.
Olívio Bahia reforça que a população precisa manter a guarda alta nos próximos dias. “Esses próximos dias devem ficar com umidade em torno dos 30%. As pessoas têm que manter os cuidados redobrados, beber bastante líquido, passar protetor solar, evitar exposição ao sol e evitar fazer caminhadas e exercícios físicos no horário de pico de exposição solar, que é entre 10h e 16h. Então, os próximos dias devem ser de baixa previsibilidade de chuva”, afirma o especialista do Inmet.
A recomendação geral de Defesa Civil e de médicos para enfrentar este período sem previsão de chuva inclui a umidificação de ambientes fechados (com toalhas úmidas ou bacias de água) e atenção especial à hidratação de crianças e idosos, os grupos mais vulneráveis ao tempo seco.

