Goiás & EntornoBoom do turismo em Goiás impulsiona R$ 46,7 milhões em investimentos na rede elétrica de polos turísticos

Boom do turismo em Goiás impulsiona R$ 46,7 milhões em investimentos na rede elétrica de polos turísticos

Avanço do setor no IBGE exige obras de modernização e automação no sistema de cidades como Caldas Novas, Pirenópolis e Cavalcante

O avanço constante do turismo em Goiás tem exigido uma infraestrutura cada vez mais robusta para acompanhar a expansão econômica do estado. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o volume das atividades turísticas em solo goiano cresceu 0,4% em março de 2026, posicionando o estado entre os três maiores destaques nacionais no período. Além disso, a receita nominal do setor registrou alta de 5,5% em relação ao mês anterior e acumulou um avanço de 3,8% nos últimos 12 meses.

Diante do crescimento de redes hoteleiras, restaurantes e novos empreendimentos, a necessidade de garantir segurança energética intensificou-se nas cidades que lideram a recepção de visitantes. Destinos estratégicos como Caldas Novas, Rio Quente, Pirenópolis, Cavalcante e Formosa receberam um conjunto de obras de modernização e reforço do sistema elétrico, conduzidas pela distribuidora Equatorial Goiás.

Aporte de R$ 46,7 milhões mira estabilidade na alta temporada

Apenas no eixo que abrange Caldas Novas, Rio Quente, Cavalcante e Formosa, os aportes financeiros somam aproximadamente R$ 46,7 milhões entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026. Os recursos foram direcionados para o recondicionamento de redes, ampliação da capacidade operativa, universalização rural e automação do sistema com tecnologias de ponta.

A urgência dessas melhorias é visível em episódios como a alta temporada de julho em Caldas Novas, considerada uma das principais estâncias hidrotermais do mundo. A expectativa para o período é de receber cerca de 500 mil turistas, com previsão de 100% de ocupação na rede hoteleira, condomínios e imóveis de temporada. Para conter oscilações no fornecimento em momentos de pico de consumo, a concessionária executou a ampliação de circuitos e a instalação de religadores automáticos e equipamentos telecomandados.

Segundo o superintendente da Equatorial Goiás na região Norte, Thiago Nunes, a infraestrutura das cidades turísticas exige um planejamento diferenciado para suportar variações bruscas de demanda. “As regiões turísticas possuem uma dinâmica própria, com períodos de grande movimentação durante feriados, eventos e alta temporada. Nosso trabalho é preparar a infraestrutura elétrica para acompanhar esse crescimento, garantindo uma rede mais robusta e confiável para moradores, visitantes e empreendimentos que movimentam a economia dessas cidades”, ressaltou o executivo.

Obras cobrem de Pirenópolis à Chapada dos Veadeiros

Os aportes foram distribuídos de acordo com os gargalos operacionais de cada polo regional:

  • Caldas Novas e Rio Quente: Receberam R$ 7,2 milhões destinados a 35 obras concluídas. O trabalho envolveu o recondicionamento de 12 quilômetros de linhas elétricas e a implantação de chaves telecomandadas, bancos reguladores de tensão e dispositivos modernos do tipo Tripsaver, que aceleram o restabelecimento do sistema em eventuais falhas.

  • Cavalcante e Formosa: Regiões estratégicas para o ecoturismo e acesso à Chapada dos Veadeiros concentraram mais de R$ 39,5 milhões distribuídos em 600 projetos executados no último ano. Houve a construção de novos alimentadores, ampliação de saídas em subestações e avanço da rede para a zona rural.

  • Pirenópolis: Focou na expansão da malha urbana e comercial. As obras reforçaram a interligação de bairros centrais e periferias em expansão, assegurando fornecimento estável para pousadas, estabelecimentos gastronômicos e novos centros comerciais.

Para além do atendimento imediato, o ganho de capacidade da malha elétrica permite a inclusão de novas cargas na rede, abrindo espaço para a expansão imobiliária e a atração de novos complexos hoteleiros para o estado. As intervenções e o andamento das obras podem ser monitorados em tempo real pela população por meio da plataforma digital Trabalhômetro.

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