GoiásGoiás: Polícia Civil e Economia atuam contra empresas noteiras

Goiás: Polícia Civil e Economia atuam contra empresas noteiras

Empresas noteiras são investigadas por encobrir vendas e transferir créditos tributários.

Segundo a Secretaria da Economia do Governo de Goiás, a Polícia Civil de Goiás, em colaboração com a Receita Estadual, deflagrou na última quarta-feira (9) a Operação Estepe Oculto, com a meta de desarticular um esquema de empresas “noteiras” que facilitam a sonegação fiscal no estado.

De acordo com informações da Secretaria da Economia, a operação resultou na prisão de cinco indivíduos e na execução de nove mandados de busca e apreensão em Goiânia. As ações foram realizadas em residências e empresas ligadas aos setores de pneus e esquadrias metálicas, além de um escritório de contabilidade que prestava serviços ao grupo sob investigação.

Ainda segundo a Secretaria da Economia, a investigação revelou conexões entre as empresas noteiras e duas companhias operacionais. As evidências sugerem que as noteiras eram empregadas para ocultar vendas, emitindo documentos fiscais em seus nomes e transferindo créditos tributários.

Segundo a Secretaria da Economia, a apuração teve início com uma Representação Fiscal para Fins Penais (RFFP) enviada ao Ministério Público, envolvendo duas empresas que acumulam débitos superiores a R$ 5 milhões em ICMS.

Em nota divulgada pela Secretaria da Economia, o superintendente de Fiscalização Regionalizada, Gustavo Henrique dos Reis Cardoso, destacou que, embora as empresas apresentassem declarações regulares de impostos, não realizavam os pagamentos devidos e utilizavam laranjas em sua estrutura societária.

Ainda segundo a Secretaria da Economia, a delegada Lara Menezes, da Delegacia de Ordem Tributária (DOT), acrescentou que essas empresas foram criadas com a intenção de encobrir as reais operações de compra e venda de mercadorias, favorecendo os sócios das empresas que realmente realizavam as transações.

A investigação continua em curso, com o objetivo de identificar os responsáveis pelas empresas noteiras e confirmar suas ligações com as companhias que estão sob investigação.

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