Distrito Federal"Não sou político de carreira": Ibaneis Rocha explica desistência do Senado

“Não sou político de carreira”: Ibaneis Rocha explica desistência do Senado

Ex-governador afirma ter cumprido sua missão no DF e nega que recuo seja um adeus à vida pública

O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) não disputará uma vaga no Senado Federal. Em publicação oficial na rede social X e em declarações à imprensa, o emedebista confirmou que abandonou a pré-candidatura e que deixará a vida pública para focar na saúde, nos negócios privados e na família.

A decisão consolida o recuo do ex-gestor, que já havia deixado o Palácio do Buriti em março para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral. Segundo Ibaneis, o movimento trata-se de um “recálculo de rota”.

“O que faço agora é um recálculo de rota, pensando no meu bem-estar, nos meus filhos e nos que dependem de mim, nos meus negócios, na minha saúde e em tudo o que construí ao longo desses anos”, declarou o ex-governador, que ressaltou não precisar de mandato para ser feliz.

Desgaste político, crise no BRB e bastidores

O anúncio do ex-governador encerra semanas de especulações e ocorre em meio a um cenário de forte desgaste político nos bastidores de Brasília. Nos últimos meses, Ibaneis acumulou atritos públicos com sua sucessora, a governadora Celina Leão (PP), com quem rompeu aliança.

Além do isolamento no arco de alianças locais, a imagem do emedebista foi impactada pelas investigações em torno de negociações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), tema que desgastou a fase final de sua gestão e enfraqueceu seu palanque.

Apesar de se retirar da disputa majoritária, Ibaneis afirmou que continuará filiado ao MDB e trabalhará pela eleição da nominata da sigla no DF, mantendo o apoio ao presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, e a deputados aliados.

Ao fazer um balanço de seus sete anos e três meses no governo, o ex-gestor citou entregas como o projeto Drenar DF, o Túnel Rei Pelé, a criação da Universidade do DF e a expansão da rede de UPAs e UBSs, além do programa “Vai de Graça” na mobilidade.

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