A Copa do Mundo se aproxima e muitos torcedores já estão preparando as malas para visitar um dos três países que irão sediar os jogos. Entre passagens, roteiros e camisas de time, um item indispensável deve estar nos preparativos: o cartão de vacina.
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Viajar para outro país naturalmente envolve certo cuidado com a saúde. Contudo, por ser um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, a Copa do Mundo exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis.
“A orientação principal é atualizar o cartão de vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS). Também é importante priorizar doses da tríplice viral, que engloba sarampo, caxumba e rubéola”, destaca o enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Thallys Silva.
Sarampo
O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes; os Estados Unidos registraram 49 surtos apenas em 2025; e o Canadá perdeu, em 2026, a certificação de país livre do sarampo.
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O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença, título conquistado em 2024. No entanto, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença em 2025 ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, reforçando a importância da imunização como principal forma de prevenção.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2026/nota-tecnica-conjunta-no-116-2026-dpni-svsa-ms.pdf/view), pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose.
No caso do sarampo, recomenda-se procurar a UBS com antecedência mínima de 15 dias antes da viagem. Caso não seja possível cumprir o prazo, é importante receber a dose mesmo assim, pois ainda pode conferir proteção.
Febre amarela
Os viajantes devem atentar-se, ainda, para a dose contra a febre amarela, ainda que os países que sediam a Copa (México, Canadá e Estados Unidos) não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).
“Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho. Se a escala for em um país muito rígido com o certificado, o indivíduo é deportado se não apresentar o documento”, lembra Silva.
O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos; e dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem.
Para retirar o CIVP, basta acessar o aplicativo do Meu SUS Digital (Android e iOS), acessar o ícone da certificação e imprimir a guia. Salvar uma cópia no celular, de fácil acesso, também é recomendado.
Onde vacinar
Todos os imunizantes – inclusive o da tríplice viral e da febre amarela – estão disponíveis nas mais de 170 UBSs do Distrito Federal. Para se imunizar, basta apresentar um documento de identidade válido e com foto e, se possuir, a caderneta vacinal.

