Distrito FederalCom festa no aeroporto, campeões mundiais de robótica desembarcam em Brasília

Com festa no aeroporto, campeões mundiais de robótica desembarcam em Brasília

Delegação do EduSesc retorna da Coreia do Sul com dois troféus inéditos e recepção calorosa de familiares

O saguão de desembarque do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek transformou-se em uma verdadeira arena de festa na noite desta quarta-feira (9). Com faixas, balões e muita emoção de familiares e amigos, os quatro estudantes do Clube de Robótica da EduSesc, rede de ensino do Sesc-DF, foram recebidos com honras após fazerem história em Incheon, na Coreia do Sul. Eles trouxeram na bagagem dois troféus inéditos da RoboCupJunior, considerada a Copa do Mundo da categoria.

A equipe, composta por Jullyane Souza, Caio Lima, Mateus Santos e Rebeca Sanchez, sob a mentoria do professor William Caetano, garantiu conquistas nunca antes vistas por uma instituição da região na categoria OnStage. Os jovens conquistaram o terceiro lugar geral na competição principal e alcançaram o topo do mundo ao levarem o primeiro lugar no SuperTeams, um desafio de cooperação internacional de alta complexidade. Foi a primeira vez desde a criação do torneio, em 1997, que uma equipe do Centro-Oeste brasileiro competiu na etapa mundial, com todos os custos de viagem financiados integralmente pelo Sesc-DF.

Robótica, folclore e sustentabilidade no palco mundial

A categoria OnStage reuniu 25 equipes vindas de 21 regiões do planeta, totalizando 97 competidores. O grande diferencial dos estudantes de Taguatinga foi unir tecnologia de ponta com a identidade cultural brasileira. No palco principal, eles apresentaram uma performance artística onde o robô Anbot atuou como assistente de um pesquisador no mapeamento da Floresta Amazônica. Na história encenada, o robô precisa convencer o Curupira, o lendário guardião da mata, de que a tecnologia pode ser uma forte aliada na preservação ambiental. O enredo conquistou os juízes pela criatividade e relevância global.

Além da brilhante apresentação individual, a vitória máxima veio na modalidade SuperTeams. Nessa dinâmica, os robôs desenvolvidos pelas equipes precisam trabalhar juntos para resolver um novo problema surpresa. O time do Distrito Federal uniu forças com estudantes da Áustria e de Singapura. A sintonia e a capacidade de adaptação multicultural do grupo garantiram a medalha de ouro e o troféu de primeiro lugar geral.

O robô feito de lixo eletrônico

O grande protagonista mecânico dessa jornada atende pelo nome de Anbot. Capaz de caminhar, interagir com humanos e recolher objetos, o robô utiliza um sistema de visão computacional alimentado por uma webcam reaproveitada, respondendo prontamente a comandos de voz e gestos. Mais do que alta tecnologia, o projeto carrega um forte viés ecológico, já que sua estrutura foi inteiramente montada a partir de componentes reaproveitada de lixo eletrônico e aparelhos antigos que haviam sido descartados.

O estudante Caio Lima, de 17 anos, aluno do terceiro ano do Ensino Médio da EduSesc Taguatinga Norte, celebrou o retorno afirmando que participar de um campeonato mundial já era um sonho, e que voltar com dois troféus é uma sensação difícil de explicar. Ele acrescentou que todo o tempo dedicado aos testes, aos ensaios e ao desenvolvimento do projeto valeu a pena, sendo uma conquista que representa toda a equipe, os professores e a instituição.

A Diretora de Programas Sociais do Sesc-DF, Cíntia Gontijo de Rezende, também manifestou o entusiasmo da instituição com o resultado, apontando que esse pódio mundial reflete diretamente o compromisso em transformar o conhecimento escolar em inovação prática, provando que o investimento correto no talento dos jovens transforma realidades.

Últimas