Os rodoviários do Distrito Federal aprovaram greve geral em assembleia na manhã deste domingo(27). A paralisação começa à 0h desta segunda-feira(28).
Conforme publicou a assessoria das concessionárias, as empresas repudiaram a decisão e afirmaram que a greve foi aprovada mesmo com proposta de reajuste acima da inflação em todos os itens. Para elas, milhares de trabalhadores, estudantes, pacientes e idosos dependem do ônibus e serão penalizados por não terem outra forma de deslocamento.
A proposta apresentada no sábado(26) previa 6% de reajuste salarial, acima da inflação de 4,11%, 7% no ticket alimentação e na cesta básica, 11,88% no auxílio saúde e no plano odontológico, além da duplicação do seguro de vida e da manutenção dos postos de cobrador. Segundo as empresas, foram mais de dez rodadas de negociação sem contraproposta formal do sindicato.
As concessionárias dizem ainda que o salário do motorista subiu 151% desde o início da concessão, de R$ 1.607,05 para R$ 4.034,60, e cobram o cumprimento da Lei n. 7.783/1989, que garante serviços essenciais durante greves.
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A governadora Celina Leão se manifestou na rede social X. Leia na íntegra:
“Uma greve de ônibus às vésperas da eleição, comandada por um sindicato ligado ao PT, presidido por um dirigente filiado ao PT e que foi candidato pelo PT, não pode ser tratada como coincidência. Não aceitaremos que o trabalhador do DF seja usado como instrumento de disputa política.
Vamos à Justiça para garantir o transporte e o direito de ir e vir.
Quem amanhã perder a hora do trabalho, da escola ou demorar para chegar em casa tem o direito de saber quem convocou a paralisação e quais são seus vínculos políticos.
O PT quer o caos no DF. Nós não vamos deixar.”
A Justiça do Trabalho determinou a manutenção de 80% dos ônibus no horário de pico e 50% nos demais horários durante a greve. A decisão do desembargador Dorival Borges de Souza Neto, expedida neste domingo(27) após pedido do GDF, obriga ainda o sindicato a garantir tabela de dia útil em 4 de outubro, primeiro turno, e em 25 de outubro, em caso de segundo turno.
O sindicato também está proibido de bloquear a saída de ônibus das garagens ou impedir a circulação da frota. Para o magistrado, o transporte coletivo afeta diretamente trabalho, saúde, educação e atividades essenciais da população.
Da Redação com informações do Metrópoles e Correio Braziliense

