Um patrimônio de 182 mil metros quadrados, 16 prédios e estrutura equivalente a 25 campos de futebol, que está pronto desde 2014 e nunca funcionou de fato. Esse é o Centro Administrativo do Distrito Federal, o CAD-DF, antigo Centrad, em Taguatinga, que começou a ser ocupado pelo Governo do Distrito Federal nesta sexta-feira, 4 de setembro.
A governadora Celina Leão acompanhou o início da mudança. A decisão de ocupar o espaço foi anunciada em junho e integra a estratégia do GDF para reduzir gastos com aluguéis, descentralizar a administração e levar mais movimento para o eixo Taguatinga-Ceilândia.
Ocupação será gradual e reaproveita estrutura existente
Nesta primeira etapa, cerca de 30% do complexo deve ser ocupado em até 90 dias. A Secretaria de Obras e Infraestrutura será a primeira a se instalar, no Bloco L.
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Também estão previstas as transferências de áreas da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, da Casa Civil e da Casa Militar. Segundo o GDF, a concentração de órgãos no mesmo endereço vai melhorar a integração entre as secretarias e facilitar o atendimento ao cidadão.
A transferência está sendo feita com reaproveitamento de móveis e equipamentos já utilizados pelas secretarias, sem compra de material novo. Antes da ocupação, o governo realizou intervenções de acessibilidade, além de adequações nas instalações elétricas, hidráulicas e de climatização. O complexo já conta com Habite-se e Relatório de Impacto de Trânsito para esta fase.
Economia de quase R$ 1 bilhão em cinco anos
O principal argumento para a ocupação é financeiro. De acordo com o GDF, a utilização do CAD-DF pode gerar uma economia de até R$ 168 milhões por ano com o fim de contratos de aluguel de imóveis que hoje abrigam órgãos públicos. Em cinco anos, a projeção chega a quase R$ 1 bilhão.
Impacto regional
Localizado em área estratégica entre Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Águas Claras, com acesso a metrô e terminal rodoviário, o CAD-DF é tratado pelo governo como política de descentralização administrativa.
A expectativa é que a circulação diária de servidores e de cidadãos que buscam atendimento movimente o comércio local. Em sabatina realizada nesta semana, Celina Leão afirmou que a medida deve ajudar a reativar a economia da região.
Tenho certeza que as cidades de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia vão agradecer porque as pessoas estavam reclamando sobre como o comércio estava enfraquecido, afirmou a governadora.
Construído em 2014, o antigo Centrad nunca foi efetivamente ocupado por causa de entraves jurídicos e contratuais que se arrastaram por diferentes gestões. Com o início da ocupação, o governo encerra um ciclo de 12 anos de ociosidade de um dos maiores patrimônios públicos do DF.

