As vendas do Dia das Crianças devem manter um desempenho próximo ao registrado no ano passado no comércio do Distrito Federal. Pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio-DF indica que 50,8% dos empresários acreditam que o desempenho será semelhante ao de 2025, enquanto 45% apostam em resultados melhores. Apenas 4,2% preveem queda, percentual significativamente inferior aos 24% registrados no ano passado. Do lado dos consumidores, 61,9% pretendem presentear na data. O indicador de vendas foi medido em 2%.
A consulta ouviu empresários dos segmentos de eletrônicos e tecnologia, vestuário, brinquedos, supermercados, calçados, chocolaterias, livrarias e papelarias. Entre os comerciantes que projetam aumento nas vendas, os principais fatores apontados são o impacto positivo da data, citado por 30,7%, e as promoções do período, mencionadas por 27,6%. Já entre os lojistas que esperam redução, 100% apontam a crise como principal fator.
Os tradicionais brinquedos aparecem como a principal escolha dos consumidores, citados por 54,1%. Na sequência estão roupas e acessórios (20,7%), calçados (9,6%) e chocolates ou trufas (8,1%). O ticket médio estimado para 2026 é de R$ 186, abaixo dos R$ 232 registrados no ano passado, indicando uma redução de aproximadamente 20% no valor previsto para as compras.
As lojas físicas de rua ou de bairro e os estabelecimentos localizados em shopping centers concentram, juntos, 58,4% das preferências de compra. Os e-commerces aparecem em seguida, com 26% das intenções.
“Embora o ritmo de crescimento esperado seja mais moderado, o cenário para o Dia das Crianças continua positivo. Quase metade dos lojistas projeta alta nas vendas e apenas 4% projetam queda, um índice menor que em 2025. Além disso, 60% dos consumidores demonstraram intenção de compra, ainda que o ticket médio esteja menor que no ano passado. Isso mostra que as pessoas estão pensando em manter a tradição de presentear e celebrar uma das datas mais importantes do calendário do varejo”, comenta o Presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
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Quanto ao horário, a manhã é o período preferido para as compras, apontado por 39,6% dos brasilienses. A tarde aparece em seguida, com 37,5%, enquanto 22,9% escolhem realizar as compras à noite. Entre os dias da semana, o sábado concentra a maior parte das intenções, com 28,6%.
Entre os 38,1% dos consumidores que não pretendem presentear neste Dia das Crianças, o principal motivo apontado é não ter a quem presentear, citado por 45,8%. Na sequência, aparecem outras prioridades de gastos (23,7%), dificuldades financeiras (13,6%), a falta de interesse de presentear em datas comemorativas (8,5%), desemprego (6,8%) e dificuldade para presentear (1,6%).
Tendências do comércio
Para estimular o movimento durante o período, 60,8% dos lojistas pretendem adotar estratégias de vendas. Entre as principais ações estão as promoções (22,54%), a diversidade de produtos (20,23%), os descontos para pagamentos à vista (12,72%) e a oferta de kits de produtos (11,56%).
Em relação aos estoques, 81,7% dos comerciantes afirmam que deverão manter a mesma quantidade de produtos. Quanto aos preços, 60,8% pretendem preservar os valores praticados, enquanto 34,2% consideram realizar reajustes, com aumento médio estimado em 9,6%, principalmente em razão dos repasses de custos dos fornecedores. Outros 5% planejam reduzir os preços para o comércio da data.
Metodologia
Os dados da pesquisa foram coletados entre 10 e 20 de setembro de 2026. A abordagem de consumidores se deu de forma aleatória, em diferentes pontos de circulação do DF, resultando em uma amostra de 150 respondentes.
Já a abordagem aos lojistas, direcionada aos proprietários e gerentes, foi realizada por meio de entrevistas telefônicas, contemplando uma amostra de 120 empresas de diversas regiões do Distrito Federal.

