Distrito FederalUPA de Planaltina reduz tempo de atendimento com teleconsulta

UPA de Planaltina reduz tempo de atendimento com teleconsulta

Teleconsulta na UPA melhora atendimento e reduz espera em 70 minutos

 

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina passou a atender pacientes de menor gravidade por teleconsulta, com redução média de até 70 minutos em relação à consulta presencial.

A sala tem televisão e técnico de enfermagem que acompanha o atendimento. O médico atende por vídeo, escuta o paciente e, se necessário, prescreve medicação aplicada na própria unidade.

“O atendimento é rápido. O paciente chega, vai para a triagem e é chamado para a sala da Teleconsulta, que tem uma televisão e o técnico em enfermagem que acompanha todo o atendimento. O médico está do outro lado da linha, na TV. Escuta o paciente e, se necessário já prescreve a medicação que pode ser aplicada na própria unidade”, afirma Rogério Tavares, gerente da UPA.

A unidade também faz escuta leito a leito para identificar necessidades dos pacientes e pontos de melhoria. O índice de satisfação, medido pelo Net Promoter Score (NPS), é de 92%, segundo a gestão. É o maior entre as unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

O Serviço Social distribui uma cartilha com orientações para pessoas em situação de vulnerabilidade, com informações sobre onde buscar apoio e acessar serviços de assistência.

As equipes de enfermagem, médica, vigilância e do programa Humanizar passam por capacitações com foco em respeito, escuta e atenção às necessidades de cada paciente.

A UPA também passou por pintura, organização e ambientação. Foi criado um espaço de leitura com livros doados, incluindo gibis, literatura e livros de conhecimentos gerais.

Para os profissionais, a gestão implantou um espaço de descanso ao ar livre e trocou termômetros convencionais por modelos de leitura a laser. A unidade também recebeu doação de beliches para o repouso médico.

“Uma gestão humanizada começa pela capacidade de ouvir as pessoas, acolher suas necessidades e transformar sugestões em melhorias concretas. Quando os profissionais encontram um ambiente de trabalho respeitoso, no qual são valorizados e têm espaço para contribuir, isso também se reflete no cuidado oferecido à população”, diz Eliane Abreu, presidente do IgesDF.

Segundo Tavares, as mudanças resultam de escuta e participação das equipes.

“A transformação de uma unidade não depende apenas de grandes investimentos. Ela acontece quando ouvimos as equipes, identificamos o que pode melhorar e colocamos as soluções em prática”, afirma.

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